domingo, 20 de outubro de 2013
.significado de respaldo.
RESPALDO:
s.m. Ação ou efeito de respaldar. / O encosto das cadeiras, espaldar. / Encosto de qualquer assento. / Banqueta detrás do altar. / Bras. Fam. Apoio.
Vendo o GREnal, vejo dois técnicos que têm o respaldo das suas direções. Ambos assumiram o cargo depois de maus resultados dos técnicos anteriores (Luxa e Dunga) que perderam esse apoio devido aos resultados ruins.
O que tem de importante em sermos respaldados no que fazemos?
Com apoio podemos arriscar e colocar todo potencial e fazermos o melhor no nosso trabalho, casamento e em qualquer que seja o setor da vida.
Toda relação humana para dar certo tem que ter respaldo. Seja do chefe ou do chefiado. Respaldo é cumplicidade e confiança entre as pessoas.
Precisamos de respaldo para mudarmos de vida, mudarmos o esquema tático, trocar aquele jogador ou trocar de trabalho, enfim somos seres sociáveis e precisamos do apoio de quem nos rodeia.
Quando os trabalhos precisam de criatividade o respaldo é fundamental, afinal criar não é reproduzir.
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O GREnal:
Bom jogo, 2x2 justo.
Creio que foi um jogo parelho, ninguém foi melhor do que ninguém. Os dois times tiveram chances pra ganhar.
Agora é focar na Copa do Brasil quarta-feira.
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Não gosto do horário, mas o verão tá chegando... finalmente!!!
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
.o que você vai ser quando crescer?
Muitas vezes esqueci de me fazer esta pergunta.
Devia ter feito uma tatuagem pra lembrar disso diariamente.
Levar a vida no estilo Zeca Pagodinho (deixa a vida me levar, vida leva eu...) não dá. Uma hora você dá uma parada e percebe que não gostou do destino final.
Mas até que ponto este destino é final? Até que ponto é inviável mudar o rumo? Trilhar um novo caminho mirando em um objetivo diferente?
Seguidamente publico por aqui textos sobre mudanças... e analisando um pouco, dá pra ver que eu não desejo motivar a mudança nos leitores do VZQ. Na real eu desejo motivar a mudança em mim... na minha vida.
Não que o destino 'final' seja de ruim... mas poderia ser melhor, né?
E pra complementar o raciocínio, segue um ótimo vídeo sobre o assunto:
Um abraço e uma ótima sexta-feira!
terça-feira, 15 de outubro de 2013
.duas saudades.
duas saudades se encontram no meio da estrada
e se perguntam, quais serão os seus caminhos...
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
.amizades modernas.
Prestes a completar 100 mil acessos no vezenquando pub, eu escolhi (re)postar hoje um dos textos do blog que mais me 'tocam': amizades modernas, do nosso amigo vezenquandista Pablo.
Esse post resume bem o que nos une neste espaço virtual e a importância da nossa amizade!
Curte aí! :)
Com o avanço tecnológico as coisas vão mudando, as pessoas vão mudando e tudo muda muito rapidamente. Nossos conceitos também!Eu sou do tempo que não existia e-mail. Que internet era coisa de outro mundo (ou outros países). E quando inventaram o ICQ, todo mundo ficou maravilhado.... lembro que fiquei tri feliz quando aprendi a criar e usar uma conta de e-mail. E ficava mais feliz ainda quando recebia uma mensagem de alguém.Agora tudo avançou muito rapidamente. Hoje temos celulares com câmeras de alta resolução e que acessam a internet e podem compartilhar tudo que registramos.. tudo isso enquanto você pega um ônibus ou está trancado em um engarrafamento.Mas nesse mundo moderno em que vivemos existem muitas contradições.
Ideias como: redes de amizades, compartilhamento de informações, redes sociais, globalização, encurtamento de distâncias... convivem tranquilamente com o egocentrismo das pessoas, a crescente violência, hipocrisia das autoridades, desigualdades sociais e coisas do gênero. As pessoas estão cada vez mais egoístas, ignorantes (em todos os sentidos)... se matam por brigas no trânsito, só pensam em tirar vantagens sobre os outros... enfim, um caos.
Sobre todas as coisas que mudaram nos últimos tempos, esses dias parei para pensar especialmente sobre uma delas: as amizades.Não sei se isso ocorre somente comigo, mas hoje tenho dificuldade de fazer amizades sólidas. Não me refiro aos “conhecidos”, porque isso ainda é fácil, mas me refiro às amizades como antigamente... aquelas pessoas que a gente pode contar em todos os momentos, bons e ruins. Achei que a internet fosse facilitar.. mas hoje penso que não facilitou nem dificultou.. apenas modificou... as relações mudaram.Tenho amigos do passado que mantenho uma proximidade até hoje. Pessoas que conheço desde os tempos de Lobinho (do grupo escoteiro), e que ainda falo semanalmente. Tenho amigos que moram no exterior e que, se não fossem os meios virtuais, eu não teria como manter contato frequente.
Entretanto, no dia-a-dia, nas empresas, nos círculos sociais, parece que as amizades são muito superficiais.. parece que fica difícil adquirir confiança...Mas daí surgem algumas pessoas que, através de um simples blog, criam vínculos absurdamente sólidos. Pessoas que você nem conhece pessoalmente, mas que são capazes te entender plenamente. Pessoas que estão distantes, mas enxergam nossas lágrimas e percebem o momento de nos consolar. Pessoas que nos fazem sorrir mesmo em momentos difíceis e que nos deixam preocupados no caso de eventuais desaparecimentos. São pessoas que talvez nunca tenham a dimensão dos efeitos que causam em nossas vidas, mas que são realmente importantes.
Como "somos responsáveis pelo que cativamos", não devemos tratar com descrédito essas amizades virtuais... elas são tanto ou mais importantes do que as outras.
domingo, 13 de outubro de 2013
.sempre com a corda esticada.
Vivendo sem margem para erros. Para viver dessa forma temos que ser infalíveis, assim tentamos sempre ter as coisas sob controle. Lutamos para manter o status quo das situações e não arriscamos nenhum milímetro. Simplesmente queremos apenas ter as coisas do jeito que elas estão.
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Para que trocar de emprego se esse paga minhas contas?
Para que arranjar um namorado(a) se minha vida é boa do jeito que está?
Para que largar o companheiro(a) se as coisas no fundinho dão um pouco certo?
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Falta de ambição.
O medo das novidades, do desconhecido, dos erros acaba trancando qualquer mudança e assim não conseguimos saber se a vida poderia ser melhor do que é.
Em contra partida a ambição permeia nossos pensamentos e a vida se torna uma luta entre:
Querer mais do se tem e não perder o que se conquistou.
Só que as vezes temos que “jogar nossa vaca no precipício” (já foi falado na mesa 3, 21 de março de 2012).
É complicado, mas o ideal é não esquentar a cabeça e trabalhar para as coisas andarem.
Tudo isso para dizer que o medo que o Grêmio tem de perder tira a vontade de ganhar.
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A DUPLA:
GRE: provou ser um time limitado, que quando teve a chance de se aproximar do Cruzeiro não desempenhou. Foco na Copa do Brasil e no ano que vem o Renato vai ter o time que ele desejar!
NAL: Só esperando acabar o ano e anunciar o Abel pro ano que vem, muitos ciclos de jogadores acabaram. Esperar 2014 e fazer um time todo novo.
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Lulu.. JA É... gosto muito!
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Para que trocar de emprego se esse paga minhas contas?
Para que arranjar um namorado(a) se minha vida é boa do jeito que está?
Para que largar o companheiro(a) se as coisas no fundinho dão um pouco certo?
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Falta de ambição.
O medo das novidades, do desconhecido, dos erros acaba trancando qualquer mudança e assim não conseguimos saber se a vida poderia ser melhor do que é.
Em contra partida a ambição permeia nossos pensamentos e a vida se torna uma luta entre:
Querer mais do se tem e não perder o que se conquistou.
Só que as vezes temos que “jogar nossa vaca no precipício” (já foi falado na mesa 3, 21 de março de 2012).
É complicado, mas o ideal é não esquentar a cabeça e trabalhar para as coisas andarem.
Tudo isso para dizer que o medo que o Grêmio tem de perder tira a vontade de ganhar.
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A DUPLA:
GRE: provou ser um time limitado, que quando teve a chance de se aproximar do Cruzeiro não desempenhou. Foco na Copa do Brasil e no ano que vem o Renato vai ter o time que ele desejar!
NAL: Só esperando acabar o ano e anunciar o Abel pro ano que vem, muitos ciclos de jogadores acabaram. Esperar 2014 e fazer um time todo novo.
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Lulu.. JA É... gosto muito!
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Lista de planos
Planejar é ver o que você sonha em fazer na sua vida aqui e agora.
Você já parou para pensar no que gostaria de fazer, na escola, no trabalho, em sua vida pessoal? É claro que a vida é imprevisível e muitas vezes nos pega de surpresa e temos que mudar o plano.
Colocar no papel nossos planos de vida faz com que eles se tornem mais mais realistas e você acredite neles.
Importante escrever o que você quer, fazer uma lista. É simples: basta escrever todos os seus sonhos. Eles podem ser mudados depois mas escreva o que sente e quer agora!
Simples assim, como fez Kat...
Diário, hoje eu fiz uma LISTA DE PLANOS.
1- Cuidar do Apolo
2- Fazer exercício
3- Estudar mais matemática
4- Cuidar do meu corpo
5- Fazer mais amigas na escola
6- O Pedro morreu para mim, ele já era.
7- Ver o Lucas esse ano de 2005
8- Mostrar para aquelas metidas que eu sou capaz
9- Economizar dinheiro pra chegar a 1000 reais no banco.
10- Crescer bastante.
Saiba mais sobre a história da Kat no livro Pequeno Segredo: http://bit.ly/GC7gfN
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
.o mocito que se foi.
Uma ponte e dois mundos
Muitos chamam de liberdadeÉ superficial, mas dói profundo.
Sempre é cedo... não importa a idade.
O mocito que se foi
Deixa aqui o seu legado
Passo agora pros meus filhos
O que a mim já foi passado
Ah! Mocito
Saudade imposta pela ausênciaEu sei, é mais que natural.
Nos meus tempos de menino
No faz de contas da infânciaÉramos fortes, éramos unidos.
Seus defeitos sem relevância
Agora em sonhos eu te encontro
Pra matar essa saudadeÉ superficial, mas dói profundo.
Sempre é cedo... não importa a idade.
Ah! Mocito
Saudade imposta pela ausênciaEu sei, é mais que natural.
Local:
Universo Paralelo
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
.resiliência.
"A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo."
Lembrei dessa frase hoje. Uma frase tão simples e ao mesmo tempo tão profunda. O post poderia terminar aqui. A frase em si já diz tudo. Mas aí eu lembrei de um texto que eu postei aqui em 2011 que traduz o significado dessa frase... e resolvi (re)postar.
Se eu tivesse que escolher apenas uma coisa para desejar para todo mundo... eu desejaria 'resiliência'.
Resiliência é um conceito psicológico emprestado da Física, que se traduz na habilidade de lidar e superar as adversidades, transformando experiências negativas em aprendizado e oportunidade de mudança. Ou seja, “dar a volta por cima”.
Eu desejo que tudo dê certo na sua vida, mas se algo der errado, que você tenha forças o suficiente para continuar a caminhada de cabeça erguida sabendo que tudo é apenas uma fase.
Eu desejo que todos os seus sonhos se realizem, mas se, por ventura, algo não acontecer conforme o planejado, você consiga dar a volta por cima e refazer o trajeto atrás do mesmo objetivo.
Eu desejo que todas as pessoas reconheçam o seu valor, mas caso alguém aponte apenas os seus defeitos, você não esqueça das suas qualidades.
Eu desejo a você sucesso pessoal e profissional, mas caso haja uma mudança na rota, você tenha otimismo e um investimento contínuo de esperança e confiança de que é capaz de alcançar aquilo que almeja.
Em todos os dias da sua vida, eu desejo a você muita resiliência, porque no fim, é só você contra você mesmo! ;)
domingo, 6 de outubro de 2013
.a arte da procrastinação.
Significado de Procrastinar segundo o Aurélio: v.t. e v.i. Adiar, espaçar, delongar. / Usar de delongas.
Um mal do mundo contemporâneo é a procrastinação. Vilã das nossas vidas nos obriga a fazer daqui a pouco o que deveríamos fazer agora e depois nos faz virar noites pro trabalho ficar em dia.
No mundo de hoje temos uma quantidade excessiva de atividades, uma agenda cheia de compromissos e somos levados a tomar decisões imediatas. Todas essas informações, exigências, carências criaram uma sociedade sem direção que não tem prioridades e que adia suas maiores responsabilidades para cumprir seus papéis de estar bem no grupo.
Procrastinar é o verbo mais apropriado para a geração atual. Na verdade, sempre fomos procrastinadores, mas nunca estivemos como agora.
O mau hábito de deixar para amanhã o que tem que ser feito hoje pode nos levar a ter sentimento de culpa, desajuste, depressão e baixa autoestima. Pode causar ainda, preocupação, irritabilidade, sensação de fracasso, expectativa ruim, mal-estar e angústia. As consequências desse mau hábito podem ser danosas, como o insucesso profissional e a frustração na vida pessoal, por causa das perdas de oportunidades financeiras e afetivas.
Embora a procrastinação possa ser vista como uma forma de preguiça, ela surge por razões variadas, incluindo: frustração, fuga de experiências negativas, falta de capacitação, medo de comentários e avaliações de terceiros, hostilidade à tarefa ou à pessoa que a solicitou, pessimismo, depressão, passividade ou acomodação, medo de rejeição, baixa tolerância às frustrações, sentimento de injustiça, sobrecarga de responsabilidade e pressão.
O medo de enfrentar determinadas situações também pode fazer com que a pessoa adie tarefas ou decisões, às vezes decisivas para a vida dessas pessoas.
O problema com a procrastinação é que ela se auto-alimenta. Quanto mais adiamos algo, mais resistentes ficamos. Até que adiar deixa de ser uma opção e somos obrigados a correr atrás do prejuízo.
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Tudo isso para dizer que o Inter demorou para demitir o Dunga e agora tem que correr atrás para não ter o pior ano do século 21.
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Eu sou tenho o mal hábito da procrastinação! Tenho que me livrar disso...
Um mal do mundo contemporâneo é a procrastinação. Vilã das nossas vidas nos obriga a fazer daqui a pouco o que deveríamos fazer agora e depois nos faz virar noites pro trabalho ficar em dia.
No mundo de hoje temos uma quantidade excessiva de atividades, uma agenda cheia de compromissos e somos levados a tomar decisões imediatas. Todas essas informações, exigências, carências criaram uma sociedade sem direção que não tem prioridades e que adia suas maiores responsabilidades para cumprir seus papéis de estar bem no grupo.
Procrastinar é o verbo mais apropriado para a geração atual. Na verdade, sempre fomos procrastinadores, mas nunca estivemos como agora.
O mau hábito de deixar para amanhã o que tem que ser feito hoje pode nos levar a ter sentimento de culpa, desajuste, depressão e baixa autoestima. Pode causar ainda, preocupação, irritabilidade, sensação de fracasso, expectativa ruim, mal-estar e angústia. As consequências desse mau hábito podem ser danosas, como o insucesso profissional e a frustração na vida pessoal, por causa das perdas de oportunidades financeiras e afetivas.
Embora a procrastinação possa ser vista como uma forma de preguiça, ela surge por razões variadas, incluindo: frustração, fuga de experiências negativas, falta de capacitação, medo de comentários e avaliações de terceiros, hostilidade à tarefa ou à pessoa que a solicitou, pessimismo, depressão, passividade ou acomodação, medo de rejeição, baixa tolerância às frustrações, sentimento de injustiça, sobrecarga de responsabilidade e pressão.
O medo de enfrentar determinadas situações também pode fazer com que a pessoa adie tarefas ou decisões, às vezes decisivas para a vida dessas pessoas.
O problema com a procrastinação é que ela se auto-alimenta. Quanto mais adiamos algo, mais resistentes ficamos. Até que adiar deixa de ser uma opção e somos obrigados a correr atrás do prejuízo.
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Tudo isso para dizer que o Inter demorou para demitir o Dunga e agora tem que correr atrás para não ter o pior ano do século 21.
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Eu sou tenho o mal hábito da procrastinação! Tenho que me livrar disso...
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A DUPLA:
GRE: tudo bem no lado azul... preparar o time pra Libertadores em 2014.
NAL: esperar terminar o ano e ver se o Abel aceitar vir ainda em 2013.
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Muito além dos Outdoors...
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
O caminho de volta
Das poucas coisas significativas que li esse ano no Facebook.
Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.
Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!
Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.
Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.
Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).
Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.
Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. No São João, assamos milho na fogueira. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.
Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.
Téta Barbosa é jornalista, publicitária e mora no Recife.
O caminho de volta
Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.
Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!
Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.
Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.
Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).
Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.
Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. No São João, assamos milho na fogueira. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.
Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.
Téta Barbosa é jornalista, publicitária e mora no Recife.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
.prenda minha.
Sim, a vida é feita de escolhas... influenciadas pela nossa essência. Mas nem sempre o que escolhemos é o melhor pra gente.
(...)
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